Estilos de jornalismo e seus respectivos ícones Parte II

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JORNALISMO OPINATIVO

NOME: ZUENIR VENTURA

“A inveja é um vírus que se caracteriza pela ausência de sintomas aparentes. O ódio espuma. A preguiça se derrama. A gula engorda. A avareza acumula. A luxúria se oferece. O orgulho brilha. Só a inveja se esconde”

Zuenir Ventura

Zuenir Ventura é considerado um dos maiores jornalistas brasileiros de todos os tempos.

Iniciou sua carreira como arquivista do jornal ‘’Tribuna da Imprensa’’. Nos anos 50, tornou-se correspondente internacional do lendário ”Correio da Manhã”, onde fez coberturas históricas, como o encontro dos presidentes Jonh  Kennedy e Kruschev, no ápice da Guerra Fria.

Em 1989, como repórter especial do ”Jornal do Brasil”, vai para o Acre onde fica por mais de um mês investigando o crime do seringueiro Chico Mendes, ocorrido em dezembro de 1988, quando retorna edita uma série de reportagens que lhe confere dois prêmios: o Esso de Jornalismo e o Wladimir Herzog de direitos humanos.

Zuenir foi um dos primeiros jornalistas a denunciar a onda de violência crescente na cidade do Rio de Janeiro. Após nove meses frequentando a favela de Vigário Geral, edita um livro contando sua experiência, ”Cidade Partida, Um Retrato Das Causas da Violência no Rio”, faturando o Prêmio Jabuti de Reportagem.

Em 1968 se afasta por dez meses do jornal para escrever seu famoso livro: “1968 – O Ano Que Não Terminou”, best-seller que se torna mais tarde inspiração para a minissérie da Rede Globo, “Anos Rebeldes”.

Atualmente é colunista do jornal ”O Globo”.

JORNALISMO ILUSTRATIVO

NOME: ZIRALDO

”Antes de entender de palavras, minha cabeça já transava imagens”

Ziraldo

Natural de Caratinga-MG, Ziraldo começou sua carreira nos anos 50. Trabalhou em jornais e revistas de expressão, como ”Jornal do Brasil”, ”O Cruzeiro”, ”Folha de Minas”, etc. Além de pintor, é cartazista, jornalista, teatrólogo, chargista, caricaturista e escritor.

Durante a Ditadura Militar, (1964-1984), fundou com outros humoristas ”O Pasquim”, um jornal não-conformista que fez escola e até hoje nos deixa saudades.

Em 1980 lançou ”O Menino Maluquinho”, um dos maiores fenômenos editoriais no Brasil de todos os tempos. O livro já foi adaptado com grande sucesso para teatro, quadrinhos, videogame, Internet e cinema.

Em 09 de dezembro de 2008, Ziraldo foi agraciado com o VI Prêmio Ibero-americano de Humor Gráfico Quevedos. O prêmio foi atribuído pela “qualidade e importância de sua obra”, “seu compromisso social” e sua “difusão e grande repercussão internacional” e homenageia a trajetória profissional de cartunistas espanhóis e ibero-americanos cuja obra se destaque pelo significado social e artístico.

JORNALISMO INTERNACIONAL

NOME: JOSÉ HAMILTON RIBEIRO

“Sinto-me no ar, voando, mas ainda assim com uma certa tranquilidade para pensar: A guerra é de fato emocionante. Agora entendo como há gente que possa gostar da guerra.”

José Hamilton Ribeiro (Revista Realidade)

José Hamilton Ribeiro iniciou sua carreira jornalística em 1954 no jornal ”O Tempo”. Em 1956 foi trabalhar na Folha de São Paulo.

Em 1966 aceitou o convite da revista ”Realidade”. Como repórter da revista passou 20 dias no Front americano no Vietnã com o fotógrafo japonês Kei Shimamoto.

No Vietnã, José Hamilton Ribeiro foi atingido por uma mina terrestre e perdeu a perna esquerda.  Na ocasião, uma foto sua caído no campo de batalha estampou a capa da revista ”Realidade”.

José Hamilton Ribeiro é vencedor de 6 prêmios Esso de jornalismo, em diversas cetegorias.

Atualmente é repórter e editor do programa Globo Rural. 

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