Uma pesquisa feita pela agencia Giacometti ouviu 400 brasileiras das classes A, B e C, de 18 anos a 40 anos, em busca da resposta qual verdadeira relação entre as mulheres e o sapato. Foram considerados os hábitos de consumo e o emocional que permeiam o antes, o durante e o depois; ou seja, todos os ritos que envolvem a escolha do sapato.
“Na busca do entendimento da relação das mulheres com os sapatos, mergulhamos em um estudo com discussão em grupo e visitas etnográficas”, explica Dennis Giacometti, presidente da Giacometti Comunicação e coordenador do trabalho.
O sapato é o segundo item de preferência delas perde apenas para as roupas, é comprado simplesmente porque “amam sapatos”.
A pesquisa encontrou fatores poucos explorados apesar de momentaneamente negativos, podem servir de impulso para um mercado esquecido.
Apenas 2% das mulheres chegam à compra por causa da propaganda. O índice é maior entre as que estão na classe AB (4%) de 18 a 25 anos, mas, na faixa de 26 a 40, não chega sequer a existir um percentual – elas ignoram a publicidade do setor.
A grande maioria (68%) prefere escolher o que vai comprar quando olha o produto pela vitrine, 12% pela TV, 8%conselhos das amigas, 7% revista, 4% propaganda e internet.
O levantamento também mostrou que apesar das mulheres citarem algumas marcas elas não são fiéis a uma, pois nenhumas delas têm mais de um par da mesma marca. Como sinônimo dessa infidelidade, a pesquisa mostra que as mulheres estão abertas a experimentar, desde que haja boa qualidade. As diferenças entre marcas aparecem na variedade (gostam de ter muita opção); preço (não é condicional, caçam oportunidades); e qualidade (condição mínima para comprar um sapato).
O mercado da internet anda frio, já que pelo menos 75% das mulheres não compram pela rede por que não há como experimentar os modelos.
